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Conheça a cirurgia oncológica de citorredução com HIPEC

Instituído pelo Ministério da Saúde, o Dia Nacional de Combate ao Câncer é celebrado em 27 de novembro.

O Hospital Marcelino Champagnat atua ativamente nessa causa, por meio de técnicas e tratamentos que ajudem os pacientes com câncer a viver mais e melhor. A Citorredução com HIPEC é um exemplo.

A seguir, o Dr. Andrea Petruzziello, cirurgião oncológico e coordenador do Grupo de Oncologia Peritoneal do Hospital Marcelino explica tudo sobre este procedimento complexo, que tem alcançado resultados expressivos no tratamento de alguns tipos de câncer. Confira!

O que é a Citorredução com HIPEC?

A Citorredução com HIPEC (Hyperthermic Intraperitoneal Chemotherapy) é um procedimento cirúrgico complexo, indicado para o tratamento curativo de alguns tipos de tumores que se disseminam pelo peritônio, dentro do abdômen.

O peritônio é uma membrana que reveste quase todos os órgãos abdominais. Ele pode ser acometido por metástases de vários tipos de tumores, benignos e malignos.

Como é feito o procedimento?

O procedimento é realizado em duas etapas. Na primeira, é feita a chamada cirurgia de citorredução, que consiste na retirada de todos os focos de tumor. Para isso, pode ser necessária a retirada total ou parcial de alguns órgãos abdominais. É sempre feito esforço para preservar o máximo possível dos órgãos nobres, principalmente o trato intestinal.

Na segunda etapa, a cirurgia prossegue com a aplicação da HIPEC, uma mistura de soro e quimioterapia em alta concentração, aquecida até cerca de 43 graus, o que aumenta a sua eficácia. Esta solução circula pelo abdômen por um período entre 30 e 90 minutos. O papel da HIPEC é a destruição das células do tumor, invisíveis ao olho nu, que restaram após a fase de retirada dos grandes focos de doença.

Qual a duração completa da cirurgia?

O procedimento cirúrgico é longo, durando entre 8 e 14 horas, a depender da dificuldade do caso. Está entre os maiores e mais complexos tratamentos cirúrgicos que existem na medicina e, por isso, é exigido um grande preparo técnico da equipe cirúrgica e do hospital como um todo.

É uma cirurgia arriscada?

Seguindo todos os protocolos de segurança, e com o treinamento e experiência adequada, os riscos desta cirurgia são reduzidos ao mínimo, sendo comparáveis a outros procedimentos abdominais de grande porte, como cirurgias de cólon, pâncreas ou fígado.

Essa operação é indicada para que tipos de tumores?

O câncer de cólon, o câncer de ovário, o pseudomixoma peritoneal e o mesotelioma peritoneal são exemplos de tumores que podem ser operados desta maneira.

O procedimento de citorredução com HIPEC pode ser curativo?

Sim. Quando bem indicada a cirurgia, em situações em que a metástase do tumor original está só no peritônio e não se disseminou para nenhum outro órgão, há a possibilidade de retirar todos os focos de tumor e, com isso, oferecer ao paciente um tratamento com ótimo resultado a longo prazo, inclusive com chances de cura.

Vale dizer que o caminho para o sucesso de um programa de HIPEC em um hospital é longo e trabalhoso. Dezenas de profissionais estão envolvidos no cuidado do paciente: os cirurgiões, anestesistas, fisioterapeutas, intensivistas, nutricionistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

O Hospital Marcelino está preparado para esse tipo de procedimento?

O Hospital Marcelino foi um dos pioneiros neste modelo de tratamento, e hoje possui um dos programas de HIPEC mais ativos do Brasil. O Hospital colabora com outros centros por todo o País, fornecendo treinamento e suporte técnico. O Hospital Marcelino é hoje o centro que mais realiza pesquisa em HIPEC na América Latina.

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